A construção real de um bio-sistema produtivo de 2.025m² — sem romantismo, sem efeito manada. Alvenaria à vista, engenharia bioclimática e um terreno que precisa dar fruto.
Se a planta não dá flor ou fruto, ela não entra.A regra de ouro do terreno
Clima de cerrado — quente e seco, ventos predominantes de leste, temperaturas na casa dos 40°C. Todo desenho de engenharia parte daqui.
Três fundamentos inegociáveis sustentam cada decisão de obra — do bloco aparente ao espelho d'água.
Bloco de concreto aparente elimina pilares e vigas independentes — e corta as 4 etapas mais caras do acabamento: chapisco, reboco, calafino e pintura. Até 30% de economia no orçamento final.
Pé-direito alto, vácuo estrutural e telha sanduíche. O ar quente sobe e é expelido antes de aquecer os ambientes — efeito chaminé, sem gasto de energia.
Espelho d'água posicionado a favor do vento leste. A brisa cruza a lâmina, resfria e umidifica o ar seco do cerrado antes de entrar em casa.
Estrutura suspensa do solo. Toda tubulação elétrica e hidráulica passa pelo vão livre — manutenção rápida e limpa, sem quebrar parede no futuro.
O terreno é tratado como organismo vivo, não como lote residencial. Cada espécie plantada ou criada tem uma função — consumo, economia ou escambo.
Galinhas para carne e ovos — proteína e consumo próprio no dia a dia.
Produção de mel dentro do próprio ecossistema do terreno.
Frutas fora do comum — se não dá flor ou fruto, não entra no projeto.
Controle territorial do bio-sistema é dele. Apelido de canteiro: "Morte Certa".
Autoria do projeto arquitetônico que sustenta toda a tese do barracão — do bloco aparente ao corte bioclimático.